O ensino e a educação devem transformar-se numa dupla dimensão: intelectual e prática.
Na primeira esfera, corresponde à escola uma renovação dos princípios que a inspiram, da sua filosofia e das linguagens com que trabalha.
Na segunda esfera, a escola deve empenhar-se numa transformação profunda ao nível das suas infra-estruturas, instrumentos, regras e normas.
Pode-se dizer que ambas tarefas equivalem a uma mudança profunda do seu ecossistema comunicativo.
As escolas - e os grupos formados dentro delas - têm de estabelecer sistemas de comunicação com o meio circundante e processar a informação do contexto de forma útil aos seus fins, projectando, simultaneamente, as suas mensagens para o exterior. Em termos efectivos, esta transformação significará um alargamento do espaço educativo.
Com uma nova filosofia educativa, um novo estilo e uma nova inteligência do sistema podem surgir do aproveitamento dos novos instrumentos mediáticos e informáticos. A educação em rede - via Internet, televisão, etc. -, a formação de novas comunidades de aprendizagem - dispersas no espaço -, a criação de enormes bases de matérias didácticos, disponíveis em qualquer hora e lugar, a integração de comunidades docentes - claustros virtuais - e a superação de barreiras que impediam a colaboração representam, com efeito, caminhos de progresso para um projecto de educação mais integral.
Pois, encontramo-nos, numa era em que que os desafios específicos da sociedade da informação se ligam com os desafios de sempre da Humanidade.
Fonte: Comunicação e Educação na Sociedade da Informação - Porto Editora (2007)
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